Gratavas, a Poesia
amigo irmão
o tempo me come
e existo só pelo rastro que deixo
sei que compreende
mas quero deixar claro que a ausência não é dor
mas as possibilidades que nascem mortas
me incomodam muito
a um amigo que ia p´ro México
dei minhas gravatas
duas gravatas
uma preta, outra vinho
uma p´ras formalidades
a outra pra fazer pose
uma, pelo gesto amigo
a outra pra negar a importância
uma, porque ele ia precisar
outra pra quê ele poderia precisar
uma, pra ele ter uma
outra pra eu não ter mais
uma, pra ser uma lembrança
a outra pra eu ir buscar
uma, por ser só uma gravata
a outra foi pra parecer um gesto grandioso
um presente significativo, uma aliança entre amigos
uma, que eu não ia precisar
e a outra pra fazer esta poesia.
o tempo me come
e existo só pelo rastro que deixo
sei que compreende
mas quero deixar claro que a ausência não é dor
mas as possibilidades que nascem mortas
me incomodam muito
a um amigo que ia p´ro México
dei minhas gravatas
duas gravatas
uma preta, outra vinho
uma p´ras formalidades
a outra pra fazer pose
uma, pelo gesto amigo
a outra pra negar a importância
uma, porque ele ia precisar
outra pra quê ele poderia precisar
uma, pra ele ter uma
outra pra eu não ter mais
uma, pra ser uma lembrança
a outra pra eu ir buscar
uma, por ser só uma gravata
a outra foi pra parecer um gesto grandioso
um presente significativo, uma aliança entre amigos
uma, que eu não ia precisar
e a outra pra fazer esta poesia.

1 Comments:
Lindas gravatas!
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